FELIZ 2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

TODOS COM MEDO DE CUNHA...

TODOS ALERTA COM AVISO DE CUNHA
Deputados da antiga oposição estão em alerta com o movimento de setores do governo que avaliam que é melhor votar o processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha somente depois do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Um auxiliar palaciano demonstrou preocupação com a possibilidade da cassação de Cunha contaminar o processo de impeachment. Para alguns parlamentares, Cunha estaria mandando recados de que poderia fazer uma delação premiada com sua provável cassação.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem afirmado que pretende votar a cassação de Cunha em agosto. “Cunha quer intimidar integrantes do seu partido, o PMDB. Mas não vai conseguir intimidar toda a Câmara”, ressaltou um deputado tucano surpreso com o movimento para adiar a cassação de Cunha.

ENQUANTO ISSO
O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ofereceu nesta quarta-feira (27) um churrasco de despedida para funcionários na residência oficial da presidência da Câmara. A casa fica no Lago Sul, região nobre de Brasília.
De acordo com a assessoria de Cunha, cerca de 50 funcionários, que trabalharam com o peemedebista durante o período em que ele ocupou a presidência da Câmara, participaram do almoço na residência oficial.
Estavam presentes assessores, seguranças, policiais legislativos, e funcionários da casa, além da mulher de Cunha, a jornalista Cláudia Cruz. Cunha circulou entre os convidados vestindo camisa social listrada e gravata azul.
Parlamentares e políticos não foram convidados para o almoço que, segundo a assessoria do deputado afastado, foi custeado com recursos próprios de Eduardo Cunha em "um gesto de simpatia e gratidão" aos funcionários.
Cunha contratou uma empresa que ficou responsável pelo buffet. A organização do almoço colocou algumas mesas no jardim, próximas à piscina da casa. O almoço foi animado por música ao vivo, em uma estrutura de som montada ao lado das mesas.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

PROJETO TEMER...

No jornal Valor Econômico de hoje (segunda 25), trás...

 O governo concluiu a formula de um projeto pós-impeachment. Denominado projeto Temer ,para''reconstruir o Brasil", o estudo aponta para o futuro imediato, mas deixa antever também um horizonte mais profundo. Consolida as áreas prioritárias para onde espera receber investimentos, as reformas necessárias e sua hierarquização -PREVIDÊNCIA, TRABALHO, FISCAL e POLÍTICA-, e relaciona medidas de  gestão que garantirão a eficácia do planejado. Entre os resultados esperados  dois se destacam: a retomada do pleno emprego e , quem sabe, a reconquista do grau de investimento.

 Cinco grandes eixos de prioridades do governo foram definidos: Econômico (reequilíbrio fiscal, melhoria do ambiente de negócios, reforma previdenciária e trabalhista); o Social e Cidadania (pacto nacional pelo emprego, programa fazer mais com menos na SAÚDE, salto de qualidade e gestão na EDUCAÇÃO, melhora das políticas de transferência de renda); a Reconexão do Brasil com o mundo (gestão de crises, emergências e grandes eventos); gestão pública (programa de modernização do Estado e programa nacional anticorrupção).
 Nas soluções que surgirão em prazo mais longo, o governo estabeleceu quatro reformas consideradas inadiáveis, além da maior de todas que o governo já negociou, a do teto de gastos, que será voltada neste segundo semestre. A primeira grande reforma, considerada mais difícil de ser aprovada, é a da PREVIDÊNCIA SOCIAL. A segunda é a reforma TRABALHISTA. Segundo o ministro chefe da Casa Civil Eliseu Padilhada, os principais pontos serão dar prioridade aos ACORDOS COLETIVOS, estimular a criação de empregos, além de regulamentar a TERCEIRIZAÇÃO (trabalho escavo). Em seguida, o Planalto vislumbra mudanças na área fiscal, principalmente, com uma reforma do ICMS e do PIS/Cofins.
 Na fase final, Temer tentará reformular normas eleitorais e partidárias. As propostas se concentra na perda de mandato em caso de infidelidade partidária, a proibição de coligações em eleições proporcionais e a criação de uma ''cláusula de barreira"-norma para restringir o número de partidos.

MAIS EM ANO ELEITORAL Temer LIBARA R$ 2 BILHÕES PARA MUNICÍPIOS !!!

Em ano eleitoral, presidente interino Michel Temer LIBEROU R$ 2 BILHÕES para prefeitos.

Alguns ministros aprovaram a liberação para fazer agrado ás bases políticas. O reforço no caixa ajuda a acelerar obras que podem ser vitrines para candidatos em um ano em que as campanhas tendem a receber menos recursos...

VEJAMOS, QUEM VAI PAGAR O PATO ??? SOMOS NÓS MESMOS !!!
PORQUE NÃO A TAXAÇÃO DAS GRANDES FORTUNAS ???
PORQUE A CORDA SÓ QUEBRA DO LADO FRACO !!!
NESSA HISTÓRIA QUEM É O LADO FRACO ???
O POVÃO...

BRASIL QUE POUCOS MANDAM...


José está na cadeia porque xingou o juiz...

José Valde Bizerra tem 62 anos e está condenado a passar os próximos sete na cadeia. Tudo porque ofendeu o juiz José Francisco Matos, da 9.ª Vara Cível de Santo André, no ABC Paulista, por e-mail e nas redes sociais. Ele não concordava com uma decisão do magistrado em ação contra o despejo de sua banca de jornal. Bizerra xingou o juiz de “vagabundo, ladrão e corrupto”.
Bizerra foi dono de uma banca de jornal na Avenida Queiroz Filho, em Santo André, por 30 anos. Em 2007, decidiu mudar o ponto para um terreno ao lado de um cemitério. Assinou contrato de locação com os proprietários da área mas, dois anos depois, sofreu ação de despejo. A prefeitura alegou que a banca não poderia ser construída em local de interesse público. Ele entrou com uma ação contra os proprietários e, em setembro de 2012, o juiz Matos deu sentença desfavorável ao jornaleiro. Ele apelou nas instâncias superiores, mas também perdeu.
Irmãos de José ao lado de um dos filhos do comerciante, que segura a foto do pai: jornaleiro tem direito ao semiaberto, mas nunca usufruiu do sistema
Segundo os familiares, Bizerra ficou decepcionado com a situação. De novembro de 2013 a julho de 2014, ele encaminhou e-mails para a Corregedoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Nos textos, reclamava do juiz e fazia várias ofensas. “Estou enviando esse e-mail para informá-lo que o considero um juiz ladrão, vendedor de sentença e que se aliou a uma quadrilha”, diz um dos textos.
Matos prestou queixa contra o jornaleiro. Durante as audiências, um acordo chegou a ser proposto, mas Bizerra não aceitou se desculpar das ofensas, e o processo seguiu. O jornaleiro ainda mandou três textos ofensivos para o e-mail pessoal do magistrado e postou vários textos contra Matos em sua página no Facebook.
Mandado de prisão. Em 15 de dezembro de 2015, a juíza Maria Lucinda Costa, da 1.ª Vara Criminal de Santo André, condenou Bizerra a 7 anos e 4 meses de prisão, além de pagamento de multa, porque, segundo ela, houve uma reiteração criminosa de oito delitos em concurso material – cada e-mail foi considerado um crime individual.
Por ser considerado pela magistrada como uma “ameaça à ordem pública”, pois afirmou que continuaria a mandar e-mails ao magistrado, entre outros motivos, a juíza expediu mandado de prisão. Bizerra foi preso no dia seguinte. Nunca mais saiu da cadeia.
Segundo o advogado Daniel Fernandes Rodrigues Silva, que defende Bizerra, a sentença é “extremamente desproporcional ao crime cometido”. “É inaceitável, nos dias de hoje, uma pessoa primária, de 62 anos, ser mandada para a cadeia por crime contra a honra. É algo que foge à normalidade do sistema Judiciário do País”, disse.
O antigo defensor de Bizerra impetrou dois habeas corpus pedindo a liberdade do jornaleiro no TJ-SP. Os desembargadores da 7.ª Câmara Criminal julgaram, no mérito, o pedido improcedente. Silva impetrou um terceiro habeas corpus que, em liminar, também foi negado. A data para o julgamento do mérito não foi marcada.
Segundo o advogado, Bizerra, embora condenado no regime semiaberto, nunca usufruiu desse sistema. “Ele ficou em Santo André, depois foi para Franco da Rocha, sempre em regime fechado, porque não havia vaga no semiaberto. Em abril, a Justiça o transferiu para Tremembé (no Vale do Paraíba). Porém, para sair durante o dia, ele precisa de emprego registrado. Quem, aos 62 anos, consegue emprego com carteira assinada?”, questionou Silva.
Bizerra é de uma família com mais oito irmãos, é divorciado e tem três filhos. Josefa Cristina Bizerra, de 46 anos, não se conforma em ver o irmão mais velho atrás das grades. “Um homem trabalhador vai para a cadeia por um crime contra a honra, porque ficou indignado com um juiz. Isso não é justo”, disse.
Mesma cela. Para piorar o drama, em dezembro, outra irmã de Bizerra, Fátima, teve a casa invadida. Ela foi agredida e ameaçada de morte. Dois adolescentes foram apreendidos e Yuri de Paula foi preso. Ele acabou na mesma cela de Bizerra.“O ladrão começou a contar a história do roubo. Quando citou o nome da nossa irmã, o José foi tirar satisfação. Para piorar, os colegas de cela ficaram do lado do criminoso”, contou Josefa. Bizerra teve de ser isolado, no mesmo presídio.
Para o presidente da Comissão de Direito Penal da OAB-SP, Renato de Mello Jorge Silveira, que também é professor titular em Direito Penal da USP, analisando o caso em tese, seria mais razoável considerar que houve crime continuado, ou seja, os e-mails mandados por Bizerra serem apontados em um único crime, com uma única pena. “Não é possível dizer que houve equívoco na sentença, mas uma leitura mais dura do que a prudência recomenda.”
Para o criminalista Rodrigo Sanchez Rios, que é professor em Direito Penal na graduação e pós-graduação da PUC-PR, a pena é desproporcional ao crime. “Essa sentença mostra o uso desmedido da norma penal para buscar restabelecer o equilíbrio normativo alterado pelas ofensas do réu. Não é com pena privativa de liberdade que se pacificam conflitos privados.”
Recorrente. O juiz José Francisco Matos informou, por meio de nota, que pediu a abertura de mais duas ações criminais contra José Valde Bizerra, pois o réu – mesmo depois de citado e interrogado no processo que o condenou – não parou de ofender o magistrado.
“Ele não cessou sua atividade criminosa, passando inclusive a enviar e-mails para a minha conta pessoal, bem como postando manifestações, todas de caráter ofensivo e criminoso, em rede social”, afirmou.
Matos disse também que apresentou queixa-crime contra Bizerra por entender que as ofensas foram praticadas enquanto ele exercia sua função pública de magistrado.
A juíza Maria Lucinda Costa, que condenou Bizerra, não foi localizada para comentar o caso. Ela e Matos trabalham no mesmo prédio do Fórum Criminal de Santo André.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional impede que os magistrados se manifestem sobre processos que estão julgando. Em nota, a Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) disse que “a livre convicção do juiz deve ser sempre preservada, assim como o direito ao contraditório e ampla defesa, o que foi observado no caso em questão”.


sábado, 23 de julho de 2016

DONA INÊS-PB, ELEIÇÕES-2016...

JOÃO IDALINO É ESCOLHIDO O CANDIDATO A PREFEITO DA SITUAÇÃO PELO PSD, COM APOIO DO ATUAL PREFEITO...

É, na velha Dona Inês, na política nada muda, só as camisas mudam, sempre as mesma caras, João já passou pelos seguintes partidos: PDS, PFL, PL, PSB e agora PSD...

Em reunião realizada na noite deste sábado (23), o PSD de Dona Inês-PB, anunciou o nome do empresário João Idalino, que é do ramo de posto de combustivél local, é quem irá concorre ao pleito deste ano, com apoio do atual Prefeito Antonio Justino (PSD), o partido realizou uma pesquisa interna para escolha do nome do empresário, tento em vista que havia outros nomes interessados em concorrer ao pleito...
Já a escolha do candidato a Vice-Prefeito, só será divulgado no dia 5 de agosto, dia da convenção e homologações das candidaturas de, prefeito, vice e vereadores...

JOÃO IDALINO.Candidato a Prefeito-PSD
Candidato a Prefeito, eleito Vereador em 1982 com 293 votos, reeleito em 1988 com 254 votos, reeleito em 1992 com 232 votos, reeleito em 1996 com 280 votos, em 2000 não foi reeleito obteve 168 votos ficando na primeira suplência,em 2004 voltou a Câmara, sendo eleito com 321 votos. 
Em 2008 eleito Vice-Prefeito, e em 2012 reeleito Vice-Prefeito





HISTÓRICO POLÍTICO:

1982-293 votos Vereador Eleito (PDS)
1988-254 votos Vereador Eleito (PL)
1992-232 votos Vereador Eleito (PFL)
1996-280 votos Vereador Eleito (PFL)
2000-168 votos Vereador 1º Suplente (PFL)
2004-321 votos Vereador Eleito (PFL)
2008-Eleito Vice-Prefeito.(PSB).
2012-Reeleito Vice-Prefeito (PSB)

Deputados americanos assinam carta contra impeachment de Dilma...

"Escrevemos para expressar nossa profunda preocupação com acontecimentos recentes no Brasil, que acreditamos ameaçar as instituições democráticas daquele país." Assim começa uma carta que circula no Congresso dos Estados Unidos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.Endereçada ao secretário de Estado americano, John Kerry, o documento pede que ele tenha a "máxima cautela" nos contatos com o governo interino de Michel Temer e evite ações e declarações de apoio ao impeachment de Dilma.
A carta é iniciativa de três deputados do Partido Democrata e tem o apoio de mais de 20 organizações, entre elas a poderosa central sindical AFL-CIO, que tem mais de 12 milhões de membros. Até esta sexta (22), ela contava com a assinatura de 37 deputados (dos 435), incluindo nomes influentes, como John Lewis, ícone do movimento pelos direitos civis nos EUA dos anos 60.
"Nosso governo deveria expressar forte preocupação em relação às circunstâncias em torno do processo de impeachment e fazer um chamado à proteção da democracia constitucional no Brasil e do Estado de direito no Brasil", diz o texto, ressaltando que "não é um julgamento legal, mas político", que será decidido por um Senado "eivado de corrupção".
É a segunda iniciativa recente contra o impeachment na Câmara dos Deputados dos EUA. No dia 13 deste mês, o deputado democrata Alan Greyson havia feito um discurso em tom parecido no plenário, em que chamou o governo de Temer de antidemocrático por adotar medidas que não foram aprovadas nas urnas. A carta, no entanto, vai além, ao questionar diretamente o impeachment.
Em um dos trechos, o documento lembra as gravações divulgadas pela Folha em maio, nas quais o ex-ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), sugeria ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo permitiria "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos."O senhor Jucá foi demitido depois que o maior jornal do Brasil, Folha de Sao Paulo (sic), revelou uma conversa gravada dele tramando o impeachment da presidente Dilma Rousseff para instalar Temer em seu lugar como forma de parar uma enorme investigação de corrupção", lembra.
"Para piorar, muitos dos políticos que apoiam o processo de impeachment são acusados de crimes graves, como corrupção, desvios e até tentativa de homicídio. Isso inclui o senhor Temer, que foi considerado culpado de violações no financiamento de campanha e está vetado de se candidatar a qualquer cargo político".O documento foi redigido num formato conhecido no Congresso como "Caros colegas", em que uma correspondência oficial é enviada a todos os membros da Câmara para defender uma posição ou um projeto de lei.
Segundo o escritório do deputado John Conyers Jr., um dos líderes da iniciativa, o número de signatários é considerado "extremamente bom", sobretudo diante do fato de o Congresso estar em recesso. Acrescentou que há muito tempo não havia uma carta semelhante sobre o Brasil na Câmara dos Deputados americana.
Os argumentos do impeachment, afirma o abaixo-assinado, não são baseados em acusações de corrupção e Dilma jamais foi "formalmente indiciada" por esse crime. Acresenta que as pedaladas fiscais que serviram de base para o impeachment, são "uma prática amplamente usada em todos os níveis do governo brasileiro, incluindo seus dois antecessores".
Os signatários também são críticos em relação ao comportamento do governo do presidente Barack Obama, que "em vez de mostrar preocupação com esses acontecimentos perturbadores", enviou sinais que "poderiam ser interpretados como de apoio à campanha do impeachment".
Como exemplo, lembram o encontro do senador Aloyisio Nunes (PSDB-SP) em Washington com o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, Thomas Shannon, dois dias após a aprovação do impeachment na Câmara dos Deputados.
Embora a Casa Branca tenha afirmado que não havia planos de o presidente Obama telefonar para Temer após sua posse como interino, o Departamento de Estado, chefiado por John Kerry, expressou confiança nas instituições brasileiras. Além disso, embaixador americano na OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que o país não vê o impeachment como golpe.
"Estamos consternados em observar que até agora o Departamento de Estado limitou-se a expressar confiança no processo democrático no Brasil, sem notar algumas das óbvias preocupações em relação ao processo de impeachment e as ações tomadas pelo governo interino", afirma. Com informações da Folhapress. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Temer dá à oposição comando de projetos...

O presidente em exercício Michel Temer tem feito acenos à oposição no Congresso Nacional para conseguir levar adiante projetos polêmicos ou vinculados à gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. A estratégia do governo é destinar postos-chave em comissões especiais a integrantes da oposição, ex-ministros ou parlamentares com bom trânsito no PT.
Sob a orientação do Palácio do Planalto, a líder do governo no Congresso, Rose de Freitas (PMDB-ES), coordenou a distribuição dos postos. “A oposição tem muito a contribuir, foi governo por 12 anos. Ontem, era majoritária no Congresso, hoje não é, mas amanhã pode ser novamente”, disse Rose, ao defender a participação do PT em matérias do governo Temer. O objetivo também é diminuir a rivalidade criada durante o processo de impeachment.
De acordo com a líder do governo, a distribuição normalmente segue um sistema de rodízio, mas tem havido “negociações e realocações”. É o caso da medida provisória que prorroga por três anos a permanência de profissionais estrangeiros no programa Mais Médicos, que foi enviada por Dilma e tem o apoio de Temer.
A relatoria da MP caberia, pelo rodízio, a um parlamentar do DEM, contrário ao projeto. O governo preferiu, então, cedê-la ao PT. Com isso, o projeto foi tocado pelo ex-líder do governo Dilma no Senado Humberto Costa (PT-PE), que conseguiu aprovar a proposta em apenas duas semanas na comissão especial formada por senadores e deputados.
A matéria segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados e, depois, vai para o Senado. Rose de Freitas elogiou a atuação do petista, que tem ajudado a instalar as comissões.
Costa também vai presidir a comissão especial da MP que extingue 4,3 mil cargos comissionados, além de transformar outros 10 mil de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) em funções exclusivas para servidores concursados.
O projeto é do governo Temer, que espera economizar R$ 230 milhões ao ano com a medida. Como se trata de uma questão trabalhista, o Planalto concordou que seria estratégico deixar a matéria com o PT. Telmário Mota (PDT-RR), que foi vice-líder do governo Dilma, será o relator-revisor.
Ministros. O Palácio do Planalto busca ainda o apoio da oposição para o projeto que cria o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e deve expandir as concessões públicas.
Como a matéria é considerada polêmica, o governo escalou para a vice-presidência da comissão o ex-ministro do Desenvolvimento de Dilma Armando Monteiro (PTB-PE). A ideia inicial era que ele fosse o relator do projeto, mas, como essa é considerada a MP mais importante para o governo, o Planalto preferiu deixar a relatoria dentro da base aliada.
Outro ex-ministro de Dilma que trabalha na articulação da base é o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que está tocando a tramitação de três projetos de interesse do Planalto: a legalização dos jogos de azar no País, que pode render R$ 15 bilhões aos cofres públicos por ano; a atualização da Lei de Licitações, que pode facilitar a execução de obras públicas; e o reajuste do imposto sobre doações e herança, no qual Bezerra tem trabalhado lado a lado com o líder da minoria, Lindbergh Farias (PT-RJ).
Divergências. Apesar das concessões à oposição, Costa alega que esse não foi o primeiro posicionamento do Palácio do Planalto. Segundo ele, inicialmente, o presidente em exercício quis segurar todas as medidas provisórias dentro da base aliada, atitude reforçada pelo líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP).
O senador José Pimentel (PT-CE) atuou para garantir o sistema de rodízio na distribuição das matérias. “Só depois disso, eles viram que, sem acordo, não é possível aprovar medida provisória. Senão não há quórum nem para instalar as comissões”, afirmou Costa.
No Brasil é assim que se governa, ''comprando tudo e todos"...

Temer deve presentear deputados para sepultar Dilma...

Com o objetivo de aprovar propostas econômicas de interesse próprio e sacramentar de vez o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o presidente interino usará dos poderes provisórios para anunciar um "pacote de bondades" para o Congresso Nacional.
De acordo com a Folha de S. Paulo, o objetivo de Temer é alimentar o parlamento para que não haja queixas e reclamações da base aliada por cargos e recursos. O presidente interino determinou à equipe econômica que acelere no início de agosto a liberação do saldo de emendas parlamentares para obras de infraestrutura que já foram contratadas.
O montante ainda está sendo calculado pelo Ministério da Fazenda, mas o objetivo é quitar as pendências até o início de outubro, data do primeiro turno das eleições municipais no País.